| As Centrais Sindicais preparam manifestações e paralisações em empresas e comércios com jornada de trabalho superior a 40 horas semanais, para pressionar a votação da proposta de emenda constitucional que reduz a jornada no país. O calendário de protestos deve ser definido em reunião ainda nesta semana com CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e Nova Central. Também está na pauta, projeto de lei que cria regras para a terceirização, elaborado pelo Ministério do Trabalho com as centrais sindicais. Os dois temas: Redução da Jornada sem Redução de Salário e Regras para Terceirização, devem causar embate entre representantes de patrões e empregados no Congresso. O principal argumento das centrais é que a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais com aumento do valor da hora extra, de 50% para 75% para evitar que empresas compensem o corte com horas adicionas, criará 2 milhões de vagas no país. Já os empresários afirmam que vários países cortaram a jornada sem conseguir aumento de vagas - a exemplo do que ocorreu no Brasil em 1998, quando a jornada passou de 48 para 44 horas semanais. |